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Vigilantes da UESC denunciam plano de saúde inútil e cobrado compulsoriamente pela empresa contratada

Romeu Menezes – Jornalismo com coragem, verdade e compromisso com o povo.

Vigilantes da UESC denunciam plano de saúde inútil e cobrado compulsoriamente pela empresa contratada
foto - pública

O programa Tá Na Bronca, fiel à sua missão de informar com independência e compromisso com a verdade, dá voz aos trabalhadores que clamam por justiça e dignidade. Nesta matéria, apresentamos uma carta aberta enviada pelos vigilantes que prestam serviço à Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), localizada em Ilhéus, Bahia.


A denúncia parte de um grupo de trabalhadores terceirizados, contratados por meio da empresa Única Segurança Patrimonial, que assumiu o contrato de vigilância no campus no dia 6 de abril de 2025. Desde então, os profissionais enfrentam uma situação que classificam como desrespeitosa e abusiva.


Segundo a carta, a empresa impôs aos funcionários a adesão a um plano de saúde da operadora Brasil Saúde, cujo valor mensal de R$ 93,00 está sendo descontado diretamente nos contracheques. O problema, no entanto, é alarmante: o plano não possui cobertura na região de Ilhéus e Itabuna, tornando-se, na prática, inutilizável para os trabalhadores.


Indignados, os vigilantes exigiram o cancelamento do benefício, uma vez que estão arcando com um custo por um serviço do qual não têm qualquer proveito real. A resposta da empresa? Um sonoro e unilateral “não pode cancelar”.
> “Estamos pagando um valor de R$ 93,00 sem utilizar o plano de saúde. Isso é um descaso com todos nós vigilantes”, diz o trecho da carta encaminhada à redação do Tá Na Bronca.


Diante do silêncio institucional da empresa e da ausência de providências por parte da universidade contratante, os vigilantes recorreram à imprensa independente, com a esperança de que a visibilidade possa forçar uma resposta concreta e urgente das autoridades competentes.
O que diz a legislação?


De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), nenhuma dedução pode ser feita sem consentimento do trabalhador, salvo em situações previstas em convenção coletiva ou por adesão voluntária a benefícios. Forçar a permanência em um plano inoperante pode configurar prática abusiva e passível de sanções legais.
Além disso, empresas contratadas por órgãos públicos devem respeitar a dignidade dos trabalhadores e garantir condições adequadas de trabalho, conforme estabelece a legislação federal e os princípios constitucionais da administração pública.


Apelo público
Os vigilantes pedem, com humildade e coragem, que a UESC fiscalize o cumprimento do contrato e exija da empresa Única Segurança Patrimonial o respeito à escolha e às necessidades reais dos profissionais que, diariamente, zelam pela segurança do campus e da comunidade acadêmica.
O Tá Na Bronca se coloca à disposição para ouvir o posicionamento da empresa Única Segurança Patrimonial, da Brasil Saúde e da Universidade Estadual de Santa Cruz.
E reforça: não nos calaremos diante das injustiças. Se os grandes meios silenciam, nós gritamos!
Se você também está na bronca, envie sua denúncia para o nosso canal! Aqui, a verdade tem vez, voz e coragem!


Tá na Bronca – O povo fala, a gente mostra!
Contato: whats: (73) 9 9845-8730 

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