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🚨 Obra polêmica em área de manguezal no Aeroporto de Ilhéus levanta suspeita de crime ambiental

Moradores e ambientalistas denunciam construção de posto de combustíveis para aeronaves em área protegida; especialistas apontam indícios claros de que o local é de preservação permanente.

🚨 Obra polêmica em área de manguezal no Aeroporto de Ilhéus levanta suspeita de crime ambiental
🚨 Obra polêmica em área de manguezal no Aeroporto de Ilhéus levanta suspeita de crime ambiental (Foto: Reprodução)

Uma obra dentro das dependências do Aeroporto Jorge Amado, em Ilhéus, no sul da Bahia, está gerando indignação e preocupação. A movimentação de máquinas e operários chama atenção de quem passa pela região da Avenida Sapetinga, no bairro Pontal. O motivo? Segundo denúncias, a construção estaria sendo feita em pleno manguezal, um ecossistema frágil e protegido por lei.
O alvo das críticas é um projeto para instalar um posto de combustíveis para aeronaves, de responsabilidade da empresa Avigás Nordeste. Moradores afirmam que, mesmo sem todas as licenças ambientais necessárias, parte da estrutura já foi erguida. A Socicam, empresa que administra o aeroporto, teria dado aval para o início da obra enquanto o processo de licenciamento ainda tramita na Prefeitura de Ilhéus.
📄 O laudo que acende o alerta
Um relatório técnico assinado pelo biólogo Alfredo Barbosa Gusmão reforça as suspeitas. O documento aponta que a área apresenta todas as características de Área de Preservação Permanente (APP), incluindo:
Proximidade do Rio Cachoeira, pertencente à Bacia Hidrográfica Rio Cachoeira;
Presença de solo hidromórfico e canal de drenagem ligado ao estuário;
Água a apenas 30 centímetros de profundidade, evidenciando saturação do solo;
Vegetação típica de restinga e manguezal;
Localização a menos de 500 metros de um curso d’água natural, o que se enquadra na proteção do Código Florestal.

⚖️ A lei é clara
O biólogo cita na fundamentação legal a Constituição Federal, o Código Florestal (Lei nº 12.651/2012) e resoluções do CONAMA, que proíbem qualquer intervenção em manguezais. Além disso, a Lei de Crimes Ambientais (nº 9.605/1998) prevê punição para quem desmata ou degrada APP.
📹 Provas em vídeo
Imagens enviadas por moradores mostram o solo encharcado, canais de água próximos à obra e até medições confirmando que o terreno está dentro da faixa de proteção de 500 metros exigida por lei para rios com mais de 600 metros de largura.
🔍 O que pedem os especialistas
O relatório sugere embargo imediato da construção, vistoria técnica com medição do lençol freático e avaliação da conexão hidrológica com o manguezal. O documento também recomenda um estudo completo da fauna e flora antes de qualquer intervenção.
A Prefeitura de Ilhéus e os órgãos ambientais devem receber o material nos próximos dias. A população e os defensores do meio ambiente cobram transparência e providências urgentes.
📢 E a gente lembra: se você tem informações sobre esse caso, denuncie. O meio ambiente é um patrimônio de todos, e sua preservação é lei. As investigações seguem, e o Tá na Bronca vai continuar acompanhando cada passo dessa história.


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