Tragédia em Ilhéus, Politicagem e o Papel da Mídia
Cobertura ou pura politicagem?
18/08/2025 23:24 | Atualizado há 8 meses atrás
Tragédia em Ilhéus, Politicagem e o Papel da Mídia (Foto: Reprodução)
Ilhéus amanheceu de luto. Três mulheres assassinadas Tragédia em Ilhéus, Politicagem e o Papel da Mídia de forma brutal, três vidas interrompidas que deveriam ser a prioridade absoluta das autoridades e o foco da cobertura jornalística.
No entanto, em vez de uma discussão séria sobre soluções para a segurança pública, parte da mídia local parece mais interessada em transformar a dor em combustível para a velha e desgastada politicagem.
É preciso ser direto: não se trata aqui de defender governo A ou governo B. A questão é outra. A segurança pública, embora constitucionalmente seja dever do Estado, exige uma atuação integrada. Não cabe apenas ao governador prover segurança; o governo municipal tem papel essencial, seja na prevenção, na articulação com as polícias, ou em políticas sociais que atacam as raízes da violência. É uma responsabilidade compartilhada — e também um dever da sociedade cobrar de todos.
Por isso, causa estranheza o comportamento de parte da imprensa local. Em vez de informar com equilíbrio, prefere assumir lado, fugir da imparcialidade e reduzir o debate a um ataque unilateral.
Uma escolha que não honra o compromisso jornalístico de informar, mas que escancara o uso político de uma tragédia que deveria unir esforços, e não dividir ainda mais a população. Quando a imprensa abdica do papel de fiscalizar de forma isenta e passa a servir como palanque, a informação perde credibilidade e o povo perde sua referência. Tragédias como essa exigem responsabilidade, empatia e compromisso real com a verdade. O que Ilhéus precisa neste momento é de união e cobrança justa, não de oportunismo travestido de jornalismo.
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