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Transporte escolar indígena é alvo de reclamações após relatos de veículos em más condições e falta de substituição.

Texto Romeu Menezes

Transporte escolar indígena é alvo de reclamações após relatos de veículos em más condições e falta de substituição.
Transporte escolar indígena é alvo de reclamações após relatos de veículos em más condições e falta de substituição. (Foto: Reprodução)

Famílias de estudantes de comunidades indígenas denunciam problemas no transporte escolar que atende a região. Segundo relatos encaminhados à reportagem da Rádio Atualizando, as dificuldades não seriam recentes e estariam ocorrendo há cerca de dois anos.


De acordo com os depoimentos, veículos utilizados no transporte dos alunos apresentariam problemas mecânicos e condições consideradas inadequadas pelos usuários.


As comunidades de Gravatá, Olivença e Curupitanga/pascal estão entre as áreas citadas nos relatos.


Um dos pais ouvido pela reportagem afirma ter três filhos matriculados na escola e diz que os estudantes dependem diretamente do transporte para chegar às aulas. Segundo ele, a situação tem provocado preocupação entre as famílias.


Em outro relato, um motorista teria informado que um dos veículos apresentou problemas e não estaria mais disponível.


A ausência de um veículo reserva teria deixado estudantes aguardando por horas, sem uma alternativa imediata para realizar o transporte.


As famílias também relatam que uma manifestação teria sido realizada em frente à empresa responsável pelo serviço, ocasião em que, segundo os depoimentos, teria sido anunciada a presença de uma fiscal do Estado para verificar a situação na região.



O caso levanta questionamentos sobre as condições dos veículos, a manutenção da frota, a existência de transporte reserva e, principalmente, sobre a continuidade do atendimento aos estudantes das comunidades indígenas.


A Rádio Atualizando busca esclarecimentos junto aos responsáveis pelo transporte escolar e aos órgãos públicos competentes sobre as providências adotadas, os contratos existentes, as condições da frota e as medidas previstas para evitar que os alunos sejam prejudicados.



A reportagem permanece aberta ao posicionamento da empresa responsável e do poder público. Afinal, para essas famílias, não se trata apenas de transporte: trata-se do direito de crianças e adolescentes chegarem à escola com segurança e dignidade.

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